domingo, 8 de janeiro de 2012

Exercício rápido.

É triste sentir-se incompetente quando o assunto é sua própria cabeça! Sabe aqueles dias em que as coisas estão meio cinzas, lentas, tristes? Pois bem, eles são bem piores quando você não tem exatamente um porquê para isto estar acontecendo. Você pensa, roda e roda e acaba vendo que é um tanto de coisas na sua vida que está impedindo um bom dia de acontecer.

Tudo bem. Tuuuuudo bem. Sem culpas ou ressentimentos. Negligenciar a mente acontece, certo? Hoje eu decidi parar de remoer as questões da vida e pedir silêncio. De maneiro totalmente informal, que é pra não baldear demais a água, abri o tapete, liguei um Bach e bem como quem não quer nada fiz uns alongamentos. Desliguei a luz e olhei no relógio: "Pois bem, 10 minutos. Dez míseros minutos de silêncio!"



Sentado numa almofada, brigando com os joelhos e músculos da coluna, o exercício era respirar. É bem aquela história de "inspire e respire lentamente". Todo mundo já ouviu isso... Mas quando agente realmente tenta fazer isso percebe que é mais complicado que o que parece. Não estou querendo desanimar, só avisar que é absolutamente normal. Você vai puxar o ar, soltar, puxar de novo, e enquanto acha que o silêncio está conquistado, alguma faisca na sua cabeça surge, talvez comentando: "Caramba, amanhã é Segunda, as férias acabaram e preciso planejar o trabalho para o pessoal da empresa."

Antigamente eu ficava irritado com isso, mas a partir do momento que você entender que isso é SUA cabeça, fazendo exatamente o que você a treinou para fazer, você vai ter que dar um passo atrás, dar um risinho de canto de boca, puxar o ar novamente e... Inspiiiira e solta!

Bom, é claro que as ondas de pensamentos do dia a dia vão voltar. Fica a dica, olhe pra você mesmo e diga: "Opa! valeu pela lembrança, mas agora eu vou preferir o silêncio". Um, dois, três e inspiiiiira! Gosto de marcar o tempo que é pra ter uma noção mínima de evolução. Hoje por exemplo, nos 10 minutos que passei, uns 5 a 6 assuntos diferentes vieram visitar meu exercício de silêncio. Alguns são tão malandros que você só vai perceber depois de uns bons segundos que saiu da linha. Mas é isso, mesmo assim, o simples fato de se dispor a FAZER o negócio acontecer já deixa agente mais satisfeito.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Sempre é hora de rever!

Não vou me prolongar... Só mais um texto pra compartilhar e uma foto pra tentar inspirar.

"(...) a crítica nada mais é do que a intolerância decorrente de nossos próprios problemas."
Mais um texto do yoga.pro.br (Reformulando a mente) encaixa bem com minhas indagações pessoais. No final das contas, espero que sejam palavras de inspiração para alimentar um processo que desejo sermos capazes de realizar: revisão dos pontos de vista.



Olhemos então para dentro.
Namastê.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Para ler e reler e reler...

O yoga.pro.br é uma das minhas principais fontes de conhecimento e ligação com a disciplina do Yoga. O conheci buscando pelo Pedro Kupfer, que na minha opinião é um praticante inspirador. Tive a felicidade de fazer um curso com o mesmo em Recife alguns anos atrás e acho que depois disso encontrei o portal já citado. Venho aqui hoje apontar para um texto simplesmente excelente, principalmente para nós que estamos começando este blog sobre o tema.

O post "Moksha e apego ao corpo" consegue ser informativo e formativo em doses muito bem equilibradas, e o principal é sua temática: a possibilidade dos ásanas se tornarem um "anti-yoga". Pois é, quem diria, mas acaba sendo comum ter contato com colegas praticantes que perdem o foco e deixam de ver  no "ásana uma ferramenta para crescimento pessoal" - como diz Kupfer em citação no texto. (E olhe que não me isento de haver passado por tais momentos.)

Não era certamente o objetivo do texto abordar as técnicas utilizadas  para não nos perdermos do Yoga enquanto praticamos ásanas. Mas do pouco que estudei e pratiquei até então, foco na respiração e um olhar fixo são duas dicas importantes. Um bom começo é procurar manter-se na posição e contar a quantidade de ciclos respiratórios, tentando manter um número fixo em casa pose. Isso ajuda a trazer a mente para o momento de cada pose.

Clique para ir ao site fonte da imagem.
Pois bem, é isso. Espero que o texto seja de valia para o leitor, assim como foi e será muitas vezes para mim. Namastê.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Uma brisa interna.


"Quando os sentidos estão calmos, quando a mente descansa, quando o intelecto não fervilha - então, diz o sábio, o mais alto estágio foi alcançado. Este controle constante dos sentidos e da mente foi definido como Yôga." Kathopanishad.

Foto retirada do Flickr. Clique para ir à página do autor.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Ásana - Vrishikasana

Dá ou não dá vontade de ser leve, forte e equilibrado?
(clique na imagem para ir ao site original com melhor visualização.)

Namastê.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Vamos começar do começo.

O começo? É óbvio que a grande maioria das pessoas começam no Yoga pelas aulas de posições (ásanas) concorda? Mas será que esse é mesmo o começo das coisas? Se do lado prático fica mais fácil "convidar" as pessoas apresentando a prática de ásanas, na minha humilde opinião, ao menos uma pitada de "teoria do yoga" faz-se necessário para assumir-se yogui.

O que eu chamo de teoria? Vou responder com um exemplo, contando exatamente o que quero dizer com este texto. Você sabia que existe um livro clássico (e muito antigo) com uma codificação do que seria a vivência de Ioga? Este livro se chama Yoga Sutras e é comumente dado como de autoria de um sábio chamado Patañjali. Vamos falar muito sobre este livrinho aqui, até porque lê-lo não é nada fácil, pois o exercício de interpretação feito pelos inúmeros estudiosos (de vários pontos de vista) é muito valioso, e nós como praticantes devemos consumir este valor.

Mas o que tem neste livro que eu quero deixar neste primeiro post? Quero deixar para vocês, a lista de preceitos éticos definidos neste livro, que são por onde tudo começa para Patãnjali. Não estamos falando aqui de "leis" cuja falta leva ao "pecado", mas sim, de algo bem mais sutil e ao mesmo tempo palpável. Veja o que Pedro Kupfer fala num artigo que recomendarei a leitura:
"Estes preceitos de conduta são necessários para que a prática de Yoga renda seus melhores frutos, já que nos dão a estrutura mental e emocional necessárias para facilitar e manter o estado de paz que chamamos justamente Yoga."
Segue a lista de forma rápida com o único objetivo de fazê-lo(a) pensar sobre os mesmos enquanto pessoa e yogui. Para mais detalhes, recomendo começar com este ótimo artigo de Kupfer.

YAMAS: conceitos morais.

  • Ahimsá: compaixão ou não violência.
  • Satya: dizer e cultivar a verdade.
  • Asteya: não roubar (ideias, objetos, valores).
  • Brahmácharya: pureza nas relações sexuais.
  • Aparigraha: não possessividade.
NIYAMAS: disciplina pessoal.
  • Sauchan: pureza.
  • Santosha: contentamento.
  • Tapas: esforço sobre si mesmo.
  • Swádhyáya: estudo.
  • Íshwara Pranidhána: auto-entrega.
Namastê.