Tudo bem. Tuuuuudo bem. Sem culpas ou ressentimentos. Negligenciar a mente acontece, certo? Hoje eu decidi parar de remoer as questões da vida e pedir silêncio. De maneiro totalmente informal, que é pra não baldear demais a água, abri o tapete, liguei um Bach e bem como quem não quer nada fiz uns alongamentos. Desliguei a luz e olhei no relógio: "Pois bem, 10 minutos. Dez míseros minutos de silêncio!"
Sentado numa almofada, brigando com os joelhos e músculos da coluna, o exercício era respirar. É bem aquela história de "inspire e respire lentamente". Todo mundo já ouviu isso... Mas quando agente realmente tenta fazer isso percebe que é mais complicado que o que parece. Não estou querendo desanimar, só avisar que é absolutamente normal. Você vai puxar o ar, soltar, puxar de novo, e enquanto acha que o silêncio está conquistado, alguma faisca na sua cabeça surge, talvez comentando: "Caramba, amanhã é Segunda, as férias acabaram e preciso planejar o trabalho para o pessoal da empresa."
Antigamente eu ficava irritado com isso, mas a partir do momento que você entender que isso é SUA cabeça, fazendo exatamente o que você a treinou para fazer, você vai ter que dar um passo atrás, dar um risinho de canto de boca, puxar o ar novamente e... Inspiiiira e solta!
Bom, é claro que as ondas de pensamentos do dia a dia vão voltar. Fica a dica, olhe pra você mesmo e diga: "Opa! valeu pela lembrança, mas agora eu vou preferir o silêncio". Um, dois, três e inspiiiiira! Gosto de marcar o tempo que é pra ter uma noção mínima de evolução. Hoje por exemplo, nos 10 minutos que passei, uns 5 a 6 assuntos diferentes vieram visitar meu exercício de silêncio. Alguns são tão malandros que você só vai perceber depois de uns bons segundos que saiu da linha. Mas é isso, mesmo assim, o simples fato de se dispor a FAZER o negócio acontecer já deixa agente mais satisfeito.