O que eu chamo de teoria? Vou responder com um exemplo, contando exatamente o que quero dizer com este texto. Você sabia que existe um livro clássico (e muito antigo) com uma codificação do que seria a vivência de Ioga? Este livro se chama Yoga Sutras e é comumente dado como de autoria de um sábio chamado Patañjali. Vamos falar muito sobre este livrinho aqui, até porque lê-lo não é nada fácil, pois o exercício de interpretação feito pelos inúmeros estudiosos (de vários pontos de vista) é muito valioso, e nós como praticantes devemos consumir este valor.
Mas o que tem neste livro que eu quero deixar neste primeiro post? Quero deixar para vocês, a lista de preceitos éticos definidos neste livro, que são por onde tudo começa para Patãnjali. Não estamos falando aqui de "leis" cuja falta leva ao "pecado", mas sim, de algo bem mais sutil e ao mesmo tempo palpável. Veja o que Pedro Kupfer fala num artigo que recomendarei a leitura:
"Estes preceitos de conduta são necessários para que a prática de Yoga renda seus melhores frutos, já que nos dão a estrutura mental e emocional necessárias para facilitar e manter o estado de paz que chamamos justamente Yoga."Segue a lista de forma rápida com o único objetivo de fazê-lo(a) pensar sobre os mesmos enquanto pessoa e yogui. Para mais detalhes, recomendo começar com este ótimo artigo de Kupfer.
YAMAS: conceitos morais.
- Ahimsá: compaixão ou não violência.
- Satya: dizer e cultivar a verdade.
- Asteya: não roubar (ideias, objetos, valores).
- Brahmácharya: pureza nas relações sexuais.
- Aparigraha: não possessividade.
NIYAMAS: disciplina pessoal.
- Sauchan: pureza.
- Santosha: contentamento.
- Tapas: esforço sobre si mesmo.
- Swádhyáya: estudo.
- Íshwara Pranidhána: auto-entrega.
Namastê.
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